sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Areas abandonadas que poderiam ser ...


...usadas, ao menos durante o carnaval, assim evitariamos de destruir a Cidade Velha:

- com tanta poluição sonora que provoca trepidação;
- com tantos veiculos que não encontram estacionamento;
- com tantos ambulantes 'perdidos', e
- com tantos foliões que não vêem os  banheiros.


Este é o lado da Igreja da Sé, na Dr. Assis, no segundo domingo de pre-carnaval e onde até missas estão sendo canceladas... (foto de autor desconhecido).






























ESTA É A ALDEIA CABANA: que uso tem ultimamente? Não é um desperdício?
Por que não é usada para desfiles carnavalescos?




















ESTA É A PRAÇA VALDEMAR HENRIQUE. Outro local abandonado e que bem poderia ser usado para muitos dos eventos, barulhentos, que hoje são feitos na área tombada. Nem vizinhos tem para reclamarem da urina e da poluição sonora!!! Ate vagas para estacionamentos teria sem nem ter que disturbar os moradores.

Até a Boulevard Castilho França, seria uma boa pedida para os desfiles.... Por que não?

A CIDADE VELHA não aguenta mais esse evento. Este carnaval se transformou numa atividade econômica lucrativa para os locais noturnos da área e um dano enorme para o patrimônio público e particular.

Os exemplos acima citados são  muito melhores do que levar o carnaval para o Ver o Rio, que é frequentada por familias com crianças  e foi recuperada recentemente. Levar o carnaval para esta bela área, seria mais  outro "assassinato" de uma área pública não abandonada.


















Ver-o-rio, estes dias.



É HORA DE AGIR E DEFENDER, CONCRETAMENTE, A ÁREA TOMBADA DA CIDADE VELHA .

Os interesses econômicos dos blocos carnavalescos não podem ser determinantes da destruição da  Cidade Velha,  facilitados pela evidente falta de vontade politica de defender  nosso patrimônio histórico.

FOTOS DE CELSO ABREU, que agradecemos.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

MULTA MORAL


ANOS ATRAS  esta Associação fez uma campanha na Cidade Velha, através de uma Multa Moral. Motivo: estacionamentos abusivos.
Um telejornal, esta manhã, reclamou de estacionamentos improprios em toda a cidade. Esse problema foi enfrentado por nós  em 2012, porém, apesar do sucesso da iniciativa (no papel), aqui as coisas continuaram iguais... alias, agora, até em cima de praças tombadas vemos isso.
Que tristeza!
Relembramos o sucesso obtido...no papel. (a foto está nesta nota)
http://civviva-cidadevelha-cidadeviva.blogspot.com.br/2012/01/niver-civviva-entrega-da-multa-moral.html

OPINIÕES SOBRE A NOSSA MULTA MORAL

Algumas opiniões a respeito da idéia que tivemos de fazer uma ação civil sobre determinados comportamentos ...pouco civis de nossos vizinhos.

Lafayette Nunes disse...
É uma iniciativa cidadã das mais interessantes dos últimos tempos!

Ramiro Quaresma disse...
A iniciativa mais simples e criativa em defesa da cidadania em Belém. Parabéns aos criadores.

Analucia disse...
Parabéns pela grandeza da iniciativa. Belém precisa de muitas CIVVIVAS...
Ainda estamos no outro lado do mundo , Austrália, onde se observa que existe O CIDADÂO, respeitando a tudo e a todos, com disciplina e respeito as coisas públicas e bem estar do povo. Praças e parques limpos e maravilhosos, ruas e calçadas sem lixo e/ou detritos, serviços públicos perfeitos e tudo o que se pode imaginar ..........

Hilma Lima disse...
A multa moral é uma autêntica atitude de responsabilidade social, é um começo que precisa ter continuidade até que este povo se manque, principalmente as autoridades, que deveriam dar o bom exemplo e a CTBEL que deveria sair da sua inércia e “fazer dinheiro” a custa dos infratores no caso dos carros, quando doer nos bolsos deles as coisas se resolverão.
Parabéns Dulce, que Deus te dê muita saúde , energia e disposição para não desistir nunca.....


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

PARABÉNS, BELÉM!!!


402 ANOS FAZ NOSSA CIDADE VELHA. PARABÉNS A ELA.

Hoje, a Praça da Sé, bem cedo, viu chegar as autoridades para a missa de aniversário da cidade.  Fora vimos a Guarda Municipal, a Semob, os Bombeiros, ambulancias...mas o Prefeito, não: nem fora nem dentro da igreja.

   A igreja estava cheia. O Arcebispo, ao fazer a omelia, não poupou  reclamações a administração pública. A questão da insegurança foi o argumento principal, portanto não vamos repetir esse fato concreto e visivo em toda Belém, apesar de reconhecermos que tentativas são  feitas para mudar essa realidade. 

    Mais adiante, perto da Praça do Carmo, uma carreta com vários pneus, descarregava material de construção.  Com todos os agentes da Semob que impediam a entrada de veiculos na área, como fez para passar essa carreta, tão vistosa, sem ser impedida?  Há quantos anos sabemos que a passagem de veículos pesados causa trepidações que levam a fissuras nas paredes dos imóveis antigos? A constância deste crime é um verdadeiro pesadelo.

Essa desatenção é recorrente em todas as esferas. Sai ano, entra ano e os problemas da Cidade Velha so fazem aumentar. A quantidade de veiculos, além das carretas, que percorrem as ruinhas da Cidade Velha, aumentou com a presença das 'vans' que com seu comportamento prepotente, ajudam a piorar a situação do transito. O fato das 'paradas de onibus' não serem sinalizadas na Cidade Velha, permitem que qualquer lugar seja bom para parar o veiculo, aumentando o caos.

Ao entrar na Cidade Velha não encontramos alguma sinalização que se está em área tombada; nem as toneladas que um veiculo pode ter para ter acesso a tal área; nem que a poluição sonora deve ser evitada... Vemos em vez uma quantidade enorme de postes com indicações varias, ajudando a poluição visiva. 

Que sentido tem um tombamento se a esfera pública ignora os modos de defender esse patrimônio tombado; se autoriza eventos barulhentos incentivando a poluição sonora; se autoriza atividades barulhentas ao lado de igrejas tombadas; se autoriza feirinhas nas calçadas dessas igrejas; se permite trios elétricos ensurdecedores nas ruinhas tombadas; se não se preocupa com os carro-som que passam fazendo publicidade a ‘alta voz’; se ignora batidas de tambores a qualquer hora do dia ou da noite... enfim, ignora tudo o que possa servir para salvaguardar nosso patrimônio histórico.

Esses são alguns dos problemas que o bairro mais antigo de Belém sofre, apesar das leis que falam de 'salvaguarda, defesa, preservação proteção...' A desatenção para com o patrimônio histórico começa próprio na área de governo. Baste pensar na poluição sonora produzida pelos blocos que se dizem carnavalescos e que são autorizados a se concentrarem em frente a igrejas setecentescas, e tombadas pelas várias esferas de governo.

Paralelamente, vemos prédios abandonados há anos e outros, como o Palacete Pinho, que é da Prefeitura, e que foi restaurado pelos governos precedentes, nunca reaberto permanentemente ao publico, já com vidraças quebradas, azulejos caindo, como algum teto também.

A propriedade privada, em vez, depois de restaurar aquele prédio da Siqueira Mendes denominado Casa Rosada,  deu dois exemplos de atenção a nossa historia, ultimamente. Na Siqueira Mendes, considerada a primeira rua de Belém, dois casarões bonitos chamam atenção, estes dias:
A antiga casa Bastos, hoje de propriedade da Sociedade Praticagem da Barra, situada no canto da trav, Felix Rocque, em fase de conclusão de trabalhos, é um deles.
A antiga Fabrica de Guaraná Soberano, que nos assustou recentemente, quando a vimos sem vidraças nas janelas: estavam consertando. Os trabalhos foram concluidos e a placa 'aluga-se' ja está la, mesmo se as águias que suportavam as luminarias na frente do prédio, levantaram vôo e não voltaram mais...

Restauros com dinheiro público não vemos. O dinheiro devolvido pelos proprietários de casas que tiveram acesso ao Plano Monumenta, em 2009, continua parado pois o Conselho Curador de tal fundo nunca aprovou seu regimento interno, assim não pode funcionar e determinar o que fazer com esse dinheiro.

A lei determina que o dinheiro do Fundo seja usado em área e prédios tombados... mas depois de duas reuniões, ao notarem que não podia ser usado onde bem entendessem, nunca mais se reuniram. Aliás, é capaz  até de ja ter decaido sua direção, e ninguém se move para renova-la...

A falta de fiscalização, em todos os sentidos, é mais um fato a ser enfrentado.

Em suma, passou mais um ano e a Cidade Velha continua com seus problemas... 

                                      FESTEJAR O QUÊ?








sábado, 6 de janeiro de 2018

MAIS UM CARNAVAL


2018 começou...e o carnaval na Cidade Velha vai se repetir. Depois de varias reuniões com orgãos públicos municipais e federais, cujo fim era evitar danos e problemas a pessoas e coisas, teve inicio o carnaval da área tombada...
Uma semana antes lavaram as praças, limparam os bueiros para preparar terreno para esse assalto de incivis.











Sabado, até as 15 horas, a praça do Carmo estava vazia e o silencio reinava estranhamente. Em frente a igreja, transenas a defendiam. Nenhum carro estacionado ao redor da praça, até que um parou na porta da minha casa e eu fiquei esperando para ver o que aconteceria. O motorista saiu do carro fechou a porta...e eu olhando ele ir embora. Em menos de um minuto ele voltou e perguntou  "atrapalho aqui". Lhe perguntei como fez a entrar na praça e acrescentei que  os moradores não podiam deixar os carros na porta das casas... e ele respondeu, apontando para o canto da Siqueira Mendes, "foi aquele senhor do DETRAN que mandou eu estacionar aqui...eu disse pra ele que trabalho no A..."  E eu respondi: mas foi decidido que nenhum carro podia ficar na area de passagem dos blocos, tanto que ja guincharam até carros de moradores... e ele, todo apressado respondeu: vou la falar com ele. E não sei se voltou, mas um carro se vê nas fotos, em frente a minha casa.

Policia, Guarda Municipal, ambulância, uma tenda da Proteção Civil, banheiros quimicos compunham o panorama da Praça do Carmo, meu ponto de observação. Pouco a pouco começaram a chegar os jovens e as 16 horas começaram a tocar (75 decibeis), na trav.  D.Bosco.

A quantidade de gente aumentou rapidamente e o "caminhão' que não devia ser trio elétrico, começou a andar, em direção da igreja, tombada, do Carmo.


Tal caminhão, ia bem devagar , tocando, altissimo, musicas bahianas. Sua altura de nada diferenciava  a de um trio elétrico. Começou a chover e notamos que seus lados eram cobertos com uma lona....

Dobrou o canto e entrou na Siqueira Mendes, contra-mão. A chuva aumentou e logo alagou o meio da praça, para felicidade da molecada, que começou a se banhar na lama.
Quando chegaram em frente ao bar 'Nosso Recanto ", pararam e a musica também parou.... Passavam alguns minutos das 17h... imaginei tivesse dado prego, mas, meia hora depois,  voltou a andar, mas não tocou mais musica. Levou os carnavalescos para o local fechado previsto para maior divertimento.  

Muita gente ficou na praça, onde menores de idade faziam o que bem queriam, sem que alguem do Juizado da Infancia e Juventude, ou do Conselho Tutelar tomasse alguma providencia (mesmo fora do periodo carnavalesco isso acontece). As 19 horas  a praça ja estava praticamente vazia... na D.Bosco,










e, um pouco menos na Joaquim Tavora.















Nas outras ruas, os bebados permaneciam nas  portas dos bares, dançando e cantando. No Camilão, na Rodrigues dos Santos, uma rua muito estreita, onde qualquer barulho é amplificado, onde moram varias pessoas de idade, os clientes não foram dispersos  imediatamente.
As 20 horas, porém, a Policia tomou providencias, mas na praça do Carmo, alguem ligou a musica do carro e o bum-bum-bum se ouvia do outro lado da rua...e o regae, ou similar,  continuava alto do lado da igreja do Carmo, mesmo depois das 23 horas. Um caminhão passou com varias transenas... será que serão repostas amanhã,  novamente?

A chuva ajudou na limpesa, mas vimos varios catadores a retirar as latinhas e garrafas que os incivis jogavam  no chão, talvez por falta de lixeiras em todo canto, ruas e praças.

Fazendo um balanço do primeiro dia,  e confrontando com os anos anteriores, não foi negativo. O esforço para ser melhor do que nos anos passados deu resultados, mas não o bastante para defender a permanência do carnaval na porta de igrejas tombadas e em ruas cheias de pessoas de idade.
Outros fins de semana virão e algo se pode ainda melhorar, mas para as pessoas precisa de mais tempo...

OBSERVAÇÕES: 
1 -Parabéns a ajuda que o Conego Roberto Cavalli está dando a nossa luta. Finalmente a igreja decidiu defender seu ´patrimônio'.
2- A Aldeia Cabana foi feita com nosso dinheiro para receber esse tipo de manifestação. Por que inventar de usar outros locais que não tem a devida estrutura ?
3- A Poluição sonora provoca vários danos, não somente a saúde de pessoa e animais, mas ao patrimônio histórico que a Cidade Velha hospeda e que deu motivos a um tombamento que todos  parecem desprezar ao permitir eventos cujos ruidos superam os  70 decibeis.

É o caso de pensar nisso: queremos ou não salvaguardar, proteger, defender, preservar o que sobrou do nosso passado?

PS: as dez horas da manhã de domingo estavam varrendo as ruas. Muito bem.


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

OBRIGADA


O NATAL PASSOU E SE APROXIMA O ANO NOVO.

A CIVVIVA agradece aqueles que  ajudaram os cidadãos, em algum modo e como puderam, a viverem melhor. Exemplo:
- a Guarda Municipal e a
- a Policia Militar.

Aqueles, invisiveis, que nunca recebem elogios nem agradecimentos, como os:
- lixeiros,
- garis e

- carteiros.

O trabalho de todas essas pessoas,  mal ou bem, são extremamente necessários, tanto que, quando eles param, o inferno da nossa vida, piora muito mais.... Reclamamos quando eles não aparecem, mas esquecemos deles, TODOS,  quando estão fazendo seu dever.

A CIVVIVA não tem condições de dar um panetone para cada uma dessas pessoas, desses herois anonimos  que cuidam do nosso entorno, do nosso viver melhor, mas os trabalhadores das fotos acima, tiveram esse direito, representando os demais. Eles comparecem, diariamente no nosso bairro, tentando deixa-lo limpo.... enquanto não chegam os desordeiros para fazer algazarra e sujar tudo de novo.

Eles, como nós, alem de desejar BOAS FESTAS A TODOS, esperam também que um pouco de educação seja acrescentada ao dia=a=dia de todos nós.

Desejamos  Boas Festas e agradecemos também a atenção a nós dada por todos os funcionários do MPF, MPE, CIOP, Policia Militar, Guarda Municipal, DPA, Secon, Semob e demais Secretarias municipais que ouvem nossas reclamações nem sempre conseguindo, porém, nos satisfazer.

Aos jornalistas, o nosso agradecimento pela atenção dada as  nossas lutas. A voces também, Boas Festas.

DESCULPEM, MAS A LUTA VAI CONTINUAR.

ATÉ O ANO QUE VEM.


                                    FELIZ ANO NOVO




segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O PRÓXIMO CARNAVAL....


Esta manhã, fomos convidados para participar de uma reunião da SEGUP, sobre o próximo carnaval.A sala estava cheia de pessoas fardadas e não: deveria ser decidido como seria feito o próximo carnaval. 
As apresentações foram feitas: Guarda Municipal, DPA, Policia Civil, Secon, Semob, Fumbel, Civviva, e Liga carnavalesca da Cidade Velha, além do Cónego da Sé e dos representantes da SEGUP. Cerca de trinta e cinco pessoas.

A palavra foi dada ao representante da Liga, o qual, com estatisticas em mãos, entre outras coisas disse que:
-os moradores da Cidade Velha com mais de 60 anos eram 6% e com mais de 70 eram 5% dando assim a entender  que os outros que moram nesse bairro tombado queriam dançar o carnaval ali...;*
- para fazer o carnaval na Cidade Velha dia 4 de agosto, apresentaram o pedido e as documentações a Fumbel e Iphan, mas que por problemas internos desses orgãos, nada foi feito até dezembro;
  Falou também sobre o que seria feito para defender os prédios históricos;

- a que horas iam começar as atividades (14h) e a que horas iam acabar (18h sabado e 18,30 no domingo);
- mostrou a relação dos blocos com respectivas datas/horário em que passariam pela Cidade Velha dirigindo-se aos ...
-  locais fechados onde irão dançar; **
-  que tinham vários seguranças;
-  que mandaram fazer um mini trio elétrico cujo som saia para cima e não para os lados de modo a não agredir pessoas e coisas e que era mais baixo do que os 'bahianos';
- que iam colocar câmeras e indicaram a localização delas;
- e onde ficariam os banheiros e as ambulancias...
Aproveitaram para dizer  que vendem 'camisetas', não abadás (kkkkkk) para diferenciar do carnaval baiano (kkkkkk).

Muita coisa interessante foi dita, mas quanto ao combate da poluição sonora, aquela efetiva, aquela que ajuda a destruir nosso patrimônio, a quantidade dos decibeis que serão permitidos, nada foi esclarecido... Quando perguntamos a respeito, alguem respondeu que um determinado orgão ia decidir quanto aos decibeis... esperamos para dentro e para fora dos locais onde dançarão.


Os blocos autorizados a entrar na área tombada serão 17, dos quais somente tres ou quatros são do bairro, o que nos faz pensar que o desinteresse pela salvaguarda do nosso patrimônio não é somente de quem mora na Cidade Velha.


Esse 'desinteresse' pela nosso patrimônio e pela memoria do nosso carnaval começou quando autorizaram 14 blocos com trios elétricos e abadás, transformando a Praça do Carmo numa imitação da orla de Salvador. Quase não se ouvia musica carnavalesca. Nos quatro cantos da praça, automoveis com seus baus abertos tocavam, cada um, um ritmo diferente...e altissimo. O caos era impossivel descrever.


Clarissimo ficou, que não tinham vindo até ali defender o nosso patrimônio ou relembrar nosso carnaval. Blocos com mascarados e bandinhas, praticamente, somente o do Eloy e o do Kaveira. A incivilidade abundava em todos os sentidos. Não se tratava somente de poluição sonora: desrespeito com a propriedade alheia se verificava em todas as ruas. Os blogs da Civviva registraram o que acontecia então.

Os moradores da praça começaram a passar o fim de semana longe das suas residencias.

De qualquer jeito, foi dado um grande passo a frente, hoje, na tentativa de não agredir, como nos ultimos anos,  o nosso patrimônio, mas quanto a nossa memória histórica...não foi colocada em discussão.como gostariamos. 


O representante do DPA foi bem claro ao lembrar que, o não respeito do que foi combinado, ia ser punido: quem desrespeitasse o que tinha sido decidido, não teriam uma segunda oportunidade. Pediram esclarecimentos sobre o 'mini trio elétrico" e se foi colaudado: a Liga ficou de apresentar toda a documentação.


Ficou clara a necessidade de propagar as informações relativas a retirada de veiculos do meio fio, nas ruas por onde passarão os blocos, nos fins de semana desse pre-carnaval. A Liga promete que tomaria providências a respeito.


Concluindo, o Coronel Artur decidiu unificar o horário de encerramento das concentrações: seja sábado que domingo será as 18,30 horas e, quanto ao percentual de 'velhos' no bairro, disse que 'bastaria a existencia de um somente para que  seus direitos tivessem que ser garantidos'... e deu por encerrada a reunião.


Um próximo encontro vai ser feito entre os técnicos dos orgãos públicos e os carnavalescos da Liga para verificarem as instalações e o que mais for necessário para que tudo corra bem.


A proposta feita não é o ideal, restam ainda algumas dúvidas e receios, mas não ouvimos uma pergunta ou sugestão sequer, por parte de quem deve, por lei, salvaguardar, proteger, defender e preservar nosso patrimônio histórico. Vamos esperar o resultado dessa proposta para voltar ao argumento.


Para defender nosso Patrimônio Histórico, uma outra reunião deveria ser feita, mas bem antes do carnaval e com pessoas interessadas principalmente na defesa do patrimônio.

Agradecemos a Segup pelo convite, parabenizamos pelo modo de conduzir a reunião  e pela disponibilidade de sempre.


QUE TENHAMOS BONS RESULTADOS: BOM TRABALHO.

* A estatística se baseava no bairro inteiro, mas o carnaval querem fazer so na área tombada. Seria mais honesto se  a estatística fosse feita na área interessada, para vermos se essa quantidade de 'velhos' permaneceria assim tão baixa.
** Não foram relacionados os 'locais fechados" onde dançarão, o certo é que, os mais conhecidos,  de "área fechada" tem bem pouca, portanto a poluição sonora como será debelada...abaixando o volume das bandas???
*** Quem garante que atras do Palacete Pinho NÃO VAI TER  POLUIÇÃO ?

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

"Casa Ferro de Engomar" e a necessidade de transparência


O abandono de nosso patrimônio histórico não é somente na Cidade Velha. Em outras áreas, tombadas ou não, vemos  prédios históricos em estado de abandono e  nunca sabemos a situação legal de tais peças que fazem parte da nossa memória.
Notamos estes dias que estão mexendo no prédio da Fabrica de Guaraná Soberano. Não sabemos se é vandalismo, roubo ou restauro. Não vimos nenhuma placa. Agora este outro...

É o caso de relembrar, pois está para fazer aniversário, o que aconteceu com um prédio situado na praça Coaracy Nunes, mais conhecida como Ferro de Engomar. Eu o tinha visitado no ano anterior e avisado o MPE...que não encontrou o endereço, porém. Aqui uma nota a respeito, do dia 29 de janeiro de 2012:
http://civviva-cidadevelha-cidadeviva.blogspot.com.br/2012/01/desgraca-anunciada.html

A noticia se espalhou pelo Brasil e de Minas Gerais recebemos e publicamos dia 14 de fevereiro a nota de Artur Vitor Ianini:http://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com.br/2012/02/carta-aberta-sobre-nosso-patrimonio.html
Ele nos dizia:" O palacete Victor Maria da Silva foi comprado há poucos anos, por uma empresa (Esplanada), cujos novos donos sabiam do valor artístico e cultural do prédio,(devido ao Processo de Tombamento da SECULT), mas, infelizmente, eles são empresários sem vínculo e interesse com a nossa História, e foram insensíveis à arte e a beleza desse monumento."
Não sabemos se a Secult ja concluiu o processo de tombamento.

Dia 22 de fevereiro daquele ano, escrevemos aos Exmos. Srs. Procuradores:
-Dr. José Augusto T. Potiguar                             c.c - Dra. Dorotéa Lima
-Dr. Alan R. Mansur Silva                                          Superint. IPHAN
-Dr. Benedito Wilson Correa de Sá                         - Dr. Carlos Amílcar
-Dr. Newton Gurjão das Chagas                                 Presidente da Fumbel,
-Dr. Raimundo Morais                                              - Dr. Paulo Chaves
                                                                                      Secr. de Cultura do Estado
http://civviva-cidadevelha-cidadeviva.blogspot.com.br/2012/02/vigilania-civil-sobre-nosso-patrimonio.html

Logo recebemos noticias do processo e  o publicamos no dia 23 de fevereiro:
https://laboratoriodemocraciaurbana.blogspot.com.br/2012/02/processo-casa-ferro-de-engomar.html

Oficialmente, nada mais soubemos, mas, sobre a multa que lhe cominaram, fomos informados em 2015  que nunca tinha sido paga...
Este ano alguem nos comunicou:  Visualizei o processo na página da justiça federal, segundo a qual, o processo foi remetido para a Comarca de Sobral-CE e encontra-se parado desde 2015. Enquanto isso a destruição do Palacete continua." ...e  ninguem faz nada?

Hoje, passando pela Presidente Pernambuco, notamos algo diferente. As janelas estavam pintadas...e nos pareceram diferentes.

Não somente precisamos de TRANSPARÊNCIA, mas de FISCALIZAÇÃO também.

AS DENUNCIAS SÃO FEITAS E NINGUEM SABE  COMO ACABAM OS PROCESSOS OU AS PROVIDÊNCIAS POR ACASO TOMADAS. Não seria o caso de fazer publicidade dos resultados obtidos? DE DAR ALGUMA RESPOSTA AO MENOS NOS PRÓPRIOS SITES?

A FUMBEL e o IPHAN, não tem obrigações a respeito? E o MPE??? Será somente falta de mão de obra?

Estas notas que publicamos aqui não servem como informação a esses orgãos? Temos que ir la protocolar??? As mails com nome dos servidores públicos para que servem? Não podem ser usadas para receberem e  tomarem providencias sobre o argumento?

A  Dra. Dorotea, ex Superintendente do IPHAN, costumava responder imediatamente. Sentimos falta desse tipo de civilidade.